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Parlamento europeu aprova definir Guarda Revolucionária do Exército do Irã como organização terrorista

Parlamento europeu aprova definir Guarda Revolucionária do Exército do Irã como organização terrorista


Forças especiais, fundadas após a Revolução Iraniana, vêm sendo criticadas pela repressão violenta aos protestos que tomaram conta do Irã após a morte de jovem por ‘uso inadequado’ do véu islâmico. Teerã prometeu ‘consequências negativas’ à Europa. Tropas da Guarda Revolucionária do Irã assistem a uma manobra no noroeste do Irã, em 17 de outubro de 2022.
Iranian Revolutionary Guard’s Ground Force via AP
O Parlamento europeu pediu nesta quinta-feira (19) à União Europeia (UE) que inclua a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas do bloco.
O governo iraniano condenou a medida.
A Guarda Revolucionária do Irã é o braço mais poderoso do Exército do país e foi fundada após a Revolução de Islâmica de 1979 no país. Atualmente, tropas da guarda protegem os líderes do governo e fiscalizam os protestos nas ruas, entre outras funções.
Como a Guarda Revolucionária está presente na economia iraniana por meio de inúmeras empresas que controla direta ou indiretamente, o texto também pede a proibição de “qualquer atividade econômica ou financeira” com essas empresas.
O texto, aprovado pelos deputados europeus em sessão plenária no Parlamento, destaca que as forças Al-Quds e a milícia paramilitar Basij, filiadas à Guarda Revolucionária, também devem ser incluídas na lista.
A moção sobre esse pedido foi anunciada na quarta-feira na sessão plenária do Parlamento Europeu e provocou uma reação imediata do governo iraniano.
Retaliação
Foto de setembro de 2014 mostra a Guarda Revolucionária Iraniana marchando durante a parada militar anual marcando a guerra do Irã contra o Iraque (1980-88) em Teerã.
Behrouz Mehri /AFP
Em conversa telefônica com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian, alertou que tal decisão teria “consequências negativas”, disse o Ministério em comunicado.
O ministro “criticou fortemente a posição emocional do Parlamento Europeu e qualificou a decisão como inadequada e incorreta”, acrescentou a mesma fonte.
Desde meados de setembro, o Irã é abalado por uma onda de protestos contra o poder, após a morte de Mahsa Amini, uma iraniana curda de 22 anos que morreu sob custódia da polícia da moralidade por não usar o véu corretamente.
Várias pessoas relacionadas aos protestos foram condenadas à morte e executadas.

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