
No dia anterior, moeda norte-americana subiu 0,41%, vendida a R$ 5,1974. Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (15), com investidores voltando a temer pressões do governo de Luiz Inácio Lula da Silva por alterações na meta de inflação do país e redução no nível dos juros.
Às 10h55, a moeda norte-americana subia 0,48%, cotada a R$ 5,2216. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,41%, cotada a R$ 5,1974. Com o resultado, a moeda passou a acumular alta de 2,45% no mês. No ano, entretanto, ainda tem queda de 1,53%. Na semana, o recuo é de 0,47%.
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O que está mexendo com os mercados?
Haddad diz que metas de inflação não serão discutidas em reunião do Conselho Monetário Nacional
Os ativos brasileiros têm sido abalados pela tensão institucional entre governo e Banco Central nos últimos dias, após críticas do presidente Lula e aliados à atuação da autoridade monetária e ao nível dos juros no país. Depois dos ataques, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez um aceno ao petista na terça-feira ao afirmar que é justo o Executivo questionar o patamar elevado dos juros e que é trabalho do Banco Central esclarecer e melhorar a comunicação em meio a esse debate.
Agora, o mercado fica à espera da primeira reunião no novo governo do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira, em meio à possibilidade de que sejam discutidas mudanças para elevar as metas de inflação.
Perguntado se haverá debate sobre os objetivos de inflação na reunião do CMN, Campos Neto disse na terça-feira que será preciso aguardar para ter essa resposta, ressaltando que a prerrogativa de pautar e definir o tema é do governo.
Especialistas consideram que, se o BC concordar com alterações na meta da inflação – principalmente na primeira reunião do ano -, o ato poderia ser interpretado como fraqueza da instituição diante da pressão do presidente Lula, que vem reclamando do atual patamar da Selic em 13,75% ao ano.
Lula teria avisado à equipe econômica que quer um aumento de 1 ponto percentual na meta de inflação de 2023, atualmente em 3,25%, e a redução da Selic para um patamar próximo de 12% até o fim do ano.
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No exterior, dados da terça-feira mostraram que os preços ao consumidor nos Estados Unidos aceleraram em janeiro na comparação com o mês anterior, embora o aumento anual tenha sido o menor desde o final de 2021.
Pedro Paulo Silveira, diretor de gestão de recursos da Nova Futura Gestora, comentou que a inflação ainda pressionada nos EUA “coloca para os investidores a possibilidade bastante razoável de nós termos mais duas altas (de juros) nas próximas reuniões do Fed”, o que “de fato muda um pouco a perspectiva que nós tínhamos até a semana passada” e ajuda a explicar a piora nos mercados tanto internacionais quando domésticos.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso favorece o dólar frente a outras moedas e impacta principalmente países emergentes, como o Brasil.
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