Reunião gerou expectativa nos últimos dias diante da possibilidade de discussão sobre a meta de inflação. Mas a meta para 2023 segue inalterada. Conselho aprovou balanço do Banco Central, com prejuízo de R$ 298,5 bilhões em 2022 O Conselho Monetário Nacional (CMN) fez nesta quinta-feira (16) a primeira reunião no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No encontro que durou apenas 28 minutos não foram discutidas a meta da inflação e a taxa básica de juros.
Nos últimos dias, surgiu uma expectativa de que a reunião do CMN pudesse discutir a meta de inflação para 2023. Mas a meta de 3,25% segue inalterada.
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A expectativa se deu em razão de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política de juros do Banco Central. O BC, autônomo em relação ao governo federal, vem mantendo a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75%.
Para Lula, esse patamar dificulta o crescimento da economia. O BC alega que a taxa no atual patamar é necessária para conter a inflação. Com isso, chegou a ser comentado em círculos do governo que o CMN poderia tornar a meta mais flexível.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia anunciado ao longo da semana que a revisão da meta não estaria na pauta do CMN.
Aém de Haddad, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, também participaram do encontro do CMN.
Na reunião, foi aprovado o balanço do Banco Central relativo ao ano de 2022. O BC registrou prejuízo de R$ 298,5 bilhões.


