Governo Bolsonaro tentou trazer ao Brasil, de forma irregular, joias avaliadas em R$ 16,5 milhões; Informação foi publicada pelo ‘Estadão’ e confirmada pela TV Globo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (6) que as joias que o governo Jair Bolsonaro tentou trazer ao Brasil em 2021, deveriam necessariamente ter sido incorporadas ao patrimônio público.
“Evidentemente que tudo concorre para o fato de que, aquilo que é determinado pelo TCU, pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, nada foi observado em relação às joias que constam desse dossiê estimadas em mais de R$ 16 milhões de valor. É uma coisa absolutamente fora, atípica. Ninguém ganha presente de R$ 16 milhões”, declarou a jornalistas.
Segundo ele, a Presidência da República, na gestão Bolsonaro, não adotou os procedimentos cabíveis para incorporação ao patrimônio público.
Por isso, o ministro da Fazenda explicou que os auditores da Receita Federal, “com propriedade, com muita razão”, mantiveram as joias no cofre do órgão em São Paulo para que elas não fossem “apropriadas indevidamente por quem quer que seja”.
“Porque das duas uma: todo presente desse valor necessariamente tem de ser incorporado ao patrimônio público, e se um cidadão comum receber um presente e quiser trazer ao Brasil, ele tem de declarar”, acrescentou Haddad.


