Foto: Divulgação/Ascom
Por Mateus Soares
O senador Jaques Wagner (PT) comentou, ontem (5), sobre as articulações para a formação da chapa governista nas eleições estaduais de 2026 na Bahia. Ex-governador do estado, ele afirmou que o grupo político segue coeso e afastou a possibilidade de divisões internas, ressaltando o crescimento dos partidos que integram a base aliada e o orgulho pelo histórico da gestão conjunta.
“Nós estamos discutindo a chapa para 2026 na Bahia. Eu sigo afirmando que o grupo não racha. Todos os partidos que participam do nosso grupo cresceram. Essa é uma característica nossa que eu me orgulho muito. Gosto de dizer que são 19 anos de muito trabalho bem feito pela Bahia. Considero que chegaremos em um denominador comum”, disse o senador.
As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Continental. Encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em busca da reeleição, a tendência é que a chapa governista para o Senado Federal seja formada entre Jaques Wagner, Angelo Coronel (PSD) e Rui Costa (PT). No entanto, a possibilidade de uma composição com maioria petista tem gerado insatisfação em Coronel, que já sinalizou a chance de romper com o grupo e disputar a eleição de forma independente.
Também candidato à reeleição, Angelo Coronel declarou que não pretende abrir mão do mandato e cobrou sensibilidade do atual governador da Bahia para garantir espaço aos partidos aliados na disputa por cargos eletivos. Insatisfeito, Coronel já chegou a falar em entrevistas que, com a chapa puro-sangue, “fica difícil” para outros partidos a permanência no grupo. Porém, Coronel disse confiar no “no bom senso dos atores políticos da Bahia”, sinalizando que o presidente estadual do PSD, Otto Alencar, saberá “conduzir bem essa indicação”.
Cenário – Ainda segundo Wagner à Rádio Continental, o cenário político para 2026 é avaliado de forma positiva tanto no plano nacional quanto no estadual. Ele destacou o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues, afirmando que ambos chegam fortalecidos para o próximo pleito.
“O presidente Lula está abrindo o ano de 2026 com uma expectativa muito otimista. Na Bahia, o governador Jerônimo segue um ritmo de muito trabalho, rodando o estado todo. Então, acredito que chegamos, na Bahia e no Brasil, muito bem para disputar as eleições”, completou o senador Jaques Wagner.
Apesar da fala de Wagner, vale destacar que os três primeiros anos do mandato de Jerônimo foram de muitas críticas, sobretudo no campo da segurança pública, com a Bahia liderando índices de violência em relação ao país. Nas pesquisas recentes, Jerônimo também tem aparecido atrás de seu principal possível oponente, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que é vice-presidente nacional do União Brasil.


