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Robinson diz que debate sobre chapa não ameaça unidade da base

Robinson diz que debate sobre chapa não ameaça unidade da base

Foto: Divulgação/Ascom

Por Mateus Soares

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou, nesta sexta-feira (23), que as discussões em torno da formação da chapa majoritária governista para as próximas eleições têm sido conduzidas de forma natural dentro do grupo político que administra a Bahia. Ao comentar as especulações sobre a chamada chapa “puro-sangue” e uma eventual exclusão do PSD, o parlamentar destacou que não há decisões impostas e que o processo segue pautado pelo diálogo entre as legendas aliadas.

A declaração foi dada durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições de Salvador. O evento contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e reuniu lideranças políticas e movimentos sociais de várias partes do país.
De acordo com Robinson, a base que sustenta o governo estadual sempre foi marcada pela pluralidade e pela construção coletiva, sem concentração de poder em uma única liderança. “A característica de organização do nosso grupo é democrática. Aqui não tem um chefe, há vários partidos, todos cresceram com a formação desse grupo, originalmente liderado por Jaques Wagner, e todos tiveram espaço ao longo dos anos na chapa”, afirmou.

O deputado ressaltou que, ao longo da trajetória do grupo, diferentes siglas ocuparam posições de destaque na composição majoritária, inclusive em períodos nos quais tanto o PT quanto partidos de centro indicaram dois senadores. Para ele, o debate atual em torno do rótulo “puro-sangue” não está ligado à legenda, mas ao perfil dos nomes colocados. “O que se chama de puro sangue agora é, na verdade, uma chapa formada por ex-governadores, Wagner e Rui. É isso que define, não o fato de estarem filiados ao mesmo partido”, disse.

Na avaliação de Robinson Almeida, a tendência é de convergência entre os partidos aliados e de preservação da unidade política, já que o histórico do grupo demonstra ganhos eleitorais consistentes. Ele citou ainda o último pleito estadual como exemplo de que o afastamento do bloco governista não se traduziu em sucesso nas urnas. “Na eleição passada, o vice-governador da época saiu, foi para outro grupo e perdeu. Aqui é um lugar que dá sombra, acolhimento, proteção e crescimento. Diferente do outro lado, do ex-prefeito de Salvador, que é igual a mandacaru: não dá encosto e não dá sombra”, afirmou.

“Ninguém quer ficar com um único chefe decidindo os seus destinos políticos. Vamos marchar unidos para mais uma vitória, sob a liderança de Jerônimo”, completou Robinson.

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