O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda nesta terça-feira (26) uma reunião com sua equipe de ministros para fazer um balanço do governo e projetar entregas de obras e projetos até 2026, ano em que o petista planeja disputar a reeleição.
No momento, Lula figura à frente dos demais candidatos nas pesquisas de intenção de votos, que refletiram a recente melhora na aprovação do governo.
Eleições de 2026
Todos os 38 ministros foram convocados para reunião desta terça, que visa avaliar o andamento das propostas e projetar os últimos 16 meses de governo. Lula tem cobrado publicamente resultados de seus ministros.
Em um evento neste mês, o presidente reclamou que os ministros devem informá-lo sobre eventuais problemas, que “se não chegam ao presidente, as coisas não acontecem” e que seu governo “não tem mais muito tempo”.
Esta é a segunda reunião ministerial de 2025. No encontro de janeiro, Lula falou em tentar “corrigir” erros e destacou que os adversários “já estão em campanha”.
No momento, governadores de partidos de direita ensaiam candidaturas ao Planalto, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível. Entre os governadores cotados estão Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Jr (Paraná), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás).
Projeto do Imposto de Renda
A ampliação da faixa de isenção do IR para R$ 5 mil foi uma das promessas de campanha do presidente Lula. Atualmente, estão isentos do pagamento de IR quem ganha até dois salários mínimos deste ano, o equivalente a R$ 3.036.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para o projeto. O texto já foi aprovado em uma comissão especial e, agora, poderá ser votado diretamente pelo plenário.
A base do governo pressiona para que o tema entre em pauta o quanto antes, mas a votação deve ser realizada em setembro. Tem crescido o movimento deputados que querem derrubar a compensação proposta pelo governo no projeto.
Em 2026, a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil vai custar R$ 25,8 bilhões. Por isso, o governo propôs a tributação com uma alíquota progressiva de até 10% de rendimentos acima de R$ 600 mil por ano.