A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes) através da Coordenadoria de Igualdade de Direitos e Combate à Discriminação, participou na noite desta quinta-feira (19/1), na Praça Desembargador Montenegro, do ato denominado Sagrados Ojás.
A iniciativa foi idealizada pela Rede de Organizações dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas de Camaçari. Na oportunidade, os participantes fizeram amarração de tecidos brancos (Ojás), em árvores da praça e em alguns pontos da cidade como pedido de paz e respeito à liberdade de crença. A ação foi realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro.
O coordenador de Igualdade de Direitos e Combate à Discriminação, José Anísio, falou sobre a simbologia da iniciativa. “Os panos brancos que são colocados nas árvores têm o sentido de promover a paz, além de pedir que a sociedade tenha o respeito por essa religião. Então como estamos na semana do combate à intolerância religiosa a coordenadoria está apoiando, pois temos essa responsabilidade de incentivar o respeito por todas as religiões”, disse.
Um dos organizadores do evento, o Babalorixá Roberto de Oxossi, que foi o idealizador da Lei do Xirê de Rua, que representa o povo de santo, combate à intolerância religiosa e busca políticas públicas para este segmento falou do ato. “Os Sagrados Ojás, é sobre a ideia de proteger o que temos de mais sagrado e pedir paz para o povo de Camaçari e do mundo inteiro, além de ser um ato de autoafirmação”, falou.
Representando a Secretaria da Cultura (Secult), Janete Santos, destacou o respeito da gestão com todas as religiões. “Esse ato é uma demarcação contra a intolerância e a ideia nossa é mostrar a nossa religião ao povo de Camaçari, e mostrar também que a nossa gestão está aberta para conversar com todos”, disse.
Também da comissão organizadora, Márcio Pereira, lembrou que a iniciativa é uma ação afirmativa do povo de santo, da sua ancestralidade e ainda um pedido de respeito para a sociedade. “A gente vem até as árvores que são sagradas para o povo de matriz africana e esse é o nosso pedido de paz e amor para a nossa sociedade”, concluiu.










