Bovespa tem queda e interrompe maior série de altas desde 2018

Bovespa tem queda e interrompe maior série de altas desde 2018


Nesta terça-feira, o principal índice da bolsa caiu 0,76%, a 129.787. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (8), após renovar máximas na véspera, quando atingiu a maior série de altas diárias desde 2018. Apesar de números mais fortes do que o esperado sobre as vendas no varejo no Brasil, o movimento de realização de lucros prevaleceu.
O Ibovespa caiu 0,76%, a 129.787 pontos. Veja mais cotações.

Com o resultado desta terça, a bolsa acumulou avanço de 6,35% no mês e de 32,92% no ano.
No dia anterior, a bolsa fechou na 8ª alta seguida e bateu 130.776 pontos, na maior série de ganhos desde 2018, renovando máximas e superando os 131 mil pontos pela primeira vez.
Cenário
O dia foi de correção de preços das ações após fortes altas recentes do Ibovespa. Nada que tenha tirado, contudo, o ânimo dos investidores.
“O impressionante rali contando com a valorização das commodities, recuperação do PIB e vacinação mantêm o otimismo dos investidores renovado e aparenta não ter fim próximo”, afirmou a Genial Investimentos, em nota a clientes.
De acordo com a equipe da Guide Investimentos, a discussão em torno da persistência da inflação nos EUA segue se colocando como principal risco para os mercados, o que reforça o foco no índice de preços ao consumidor de maio na quinta-feira.
As vendas do comércio varejista cresceram 1,8% em abril, na comparação com março, apontam os dados divulgados nesta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior alta para um mês de abril em 21 anos, mesmo em meio às restrições ainda impostas pelas medidas de combate ao coronavírus.
Com o resultado, o setor eliminou a queda de 1,1% em março e voltou a ficar acima do patamar pré-pandemia, depois de ter ido abaixo dele no mês anterior.
Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo vai estender o pagamento do Auxílio Emergencial por mais dois ou três meses, até que, segundo ele, toda população adulta esteja vacinada no país.
Com isso, o pagamento, que estava previsto para terminar em julho, pode ser ampliado até outubro. “Possivelmente nós vamos estender agora o auxilio emergencial por mais dois ou três meses, porque a pandemia está aí”, disse Guedes, em evento do setor de serviços.
O ministro não detalhou os valores, mas, atualmente, o auxílio pago está entre R$ 150 e R$ 375.
Nas projeções futuras, a economia brasileira deve crescer 4,5% este ano, segundo estimativa divulgada pelo Banco Mundial. A previsão está em linha com a dos analistas de mercado brasileiros, que veem alta de 4,36%, segundo o boletim Focus do Banco Central.
Segundo o banco, a expansão brasileira vem apoiada na nova rodada do Auxílio Emergencial e em condições favoráveis de crédito domésticas e do exterior. Ele alerta, no entanto, que os riscos para toda a América Latina e Caribe são negativos, diante de uma vacinação lenta e do crescimento de novos casos de Covid-19.
“O Brasil, em particular, está enfrentando o surgimento de variantes que não apenas infectaram, mas reinfectaram pessoas”, aponta o banco.
A previsão de crescimento do Brasil é menor que a do conjunto da América Latina e Caribe, de 5,2%, impulsionado pela flexibilização das medidas de mitigação da pandemia, o início da vacinação, a estabilização dos preços das principais commodities e a melhoria das condições externas. Já para 2022, a estimativa é de alta de 3% no PIB da região.
Variação do Ibovespa em 2021
G1 Economia

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