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China queria enviar balão chinês abatido ao Havaí, mas foi desviado do curso, dizem EUA

China queria enviar balão chinês abatido ao Havaí, mas foi desviado do curso, dizem EUA

Segundo funcionário do governo norte-americano ouvido pela Reuters, balão foi levado por ventos até a costa oeste dos Estados Unidos. Pequim não confirmou a informação. Suposto balão espião da China sobrevoa os Estados Unidos
A trajetória original do balão chinês que foi abatido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos era sobrevoar o Havaí e o território norte-americano de Guam, no Pacífico, afirmou nesta quinta-feira (16) um funcionário do governo dos EUA ouvido pela agência de notícias Reuters.
O balão, que, segundo Washington, tinha fins de espionagem, abriu uma grande crise diplomática entre China e Estados Unidos, que colocaram suas Forças Aéreas em alerta máximo por ameaça aérea. Só no último fim de semana, militares derrubaram outros quatro objetos voadores ainda não identificados.
Segundo o funcionário ouvido pela Reuters na condição de anonimato, o balão teve seu curso original desviado por conta de ventos predominantes, que acabaram levanto o equipamento até a costa oeste dos Estados Unidos.
No caminho, o balão então cruzou as ilhas Aleutas, no Alasca, depois o Canadá e o centro dos Estados Unidos antes de ser abatido pelos militares norte-americanos na costa da Carolina do Sul no início do mês.
Na terça-feira (14), o jornal “Washington Post” afirmou que as agências militares e de inteligência dos Estados Unidos rastrearam o balão desde quando ele decolou da ilha de Hainan, perto da costa sul da China.
Também nesta quinta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, não respondeu a uma pergunta sobre se o balão deveria sobrevoar Guam e o Havaí antes de ser desviado de sua trajetória, repetindo a posição chinesa de que os Estados Unidos não deveriam ” exagerar”.
Já Washington afirmou na segunda-feira (13) ter recuperado no mar radares que estavam dentro do balão e que provariam a espionagem. Pequim nega.
O incidente prejudicou ainda mais as relações EUA-China e levou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a adiar uma visita planejada a Pequim na semana passada.

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