Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Segundo o Indicador de Recuperação de Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, do total de dívidas dos consumidores negativadas em julho no Nordeste do país, 60,6% foram renegociadas ou pagas em até 60 dias do mês de referência, ou seja, até setembro. O recorte por Unidades Federativas (UFs) mostra que o Ceará apresentou a melhor performance da região (66,3%) e o Rio Grande do Norte o menor índice (55,7%).
Visão Nacional
Do total de dívidas inadimplidas em julho de 2025, 57,8% foram sanadas em até 60 dias, ou seja, até setembro. Os dados revelam que as contas atrasadas do setor “Financeiro” tiveram um desempenho de 59,9% de regularização.
De acordo com Camila Abdelmalack, economista-chefe da datatech, “além do volume acumulado de pendências financeiras, a desaceleração na concessão de crédito ao longo do segundo semestre limita as opções disponíveis para renegociação e reorganização das dívidas, tornando o processo ainda mais difícil para a população.”
Ainda de acordo com o Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores, do total de dívidas vencidas em até 30 dias e que foram negativadas em julho, 71,9% foram sanadas – sendo o maior percentual desta visão. As dívidas com menor índice de resolução, foram aquelas vencidas acima de 180 dias, negativadas em julho.
Apenas considerando os valores das dívidas, o melhor desempenho de resolução foi entre as contas com valor superior a R$ 10 mil (73,3%) e o pior, entre aquelas de R$ 1 mil e 2 mil (55,3%).
Em relação à comunicação com os consumidores sobre seus débitos negativados, os meios digitais se consolidaram como os mais eficientes para recuperação do crédito: 64,5% das dívidas cujo comunicado foi por meio digital foram regularizadas, enquanto os avisos feitos por carta tiveram resolução de apenas 49,6% dos casos.
A cobrança via meios digitais obteve mais sucesso, com uma diferença de aproximadamente 15,0% entre ambas as taxas. “Embora a taxa de recuperação via carta seja menor que a digital, ela continua relevante, especialmente para segmentos com menor acesso ou familiaridade com tecnologia. Esse canal garante alcance em regiões ou perfis em que a comunicação física ainda é percebida como mais acessível e confiável, refletindo a heterogeneidade do Brasil, onde coexistem diferentes níveis de digitalização e hábitos de consumo, o que reforça a tendência de digitalização dos processos de cobrança e a preferência dos consumidores por soluções mais ágeis e acessíveis”, diz Camila Abdelmalack.
Visão por Regiões e Unidades Federativas (UFs)
A visão pelas regiões do Brasil mostra que o Nordeste teve o melhor desempenho na quitação das dívidas dos consumidores no período (60,6%), seguido pelo Sudeste (58,6%), Sul (55,9%), Centro-Oeste (54,7%) e Norte (52,6%). No detalhamento por Unidades Federativas (UFs), o destaque ficou com o Rio de Janeiro (66,5%), o Ceará (66,3%), Minas Gerais (61,8%), Sergipe (61,5%) e Maranhão (61,1%). Os cinco piores índices de resolução ficaram com Mato Grosso do Sul (52,7%), Rio Grande do Sul (52,1%), Roraima (47,1%), Amazonas (43,3%) e Distrito Federal (41,5%).


