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na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,88%, vendida a R$ 5,1760. Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels
O dólar abriu em queda nesta terça-feira (14), com investidores repercutindo a entrevista dado po Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na véspera.
O dirigente se disse contra o aumento da meta da inflação, medida que vem sendo defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias. Além disso, Campos Neto afirmou que não houve interferência política durante sua gestão no governo de Jair Bolsonaro e sinalizou que pretende criar boas relações com os integrantes do novo governo.
O mercado segue atento, também, ao cenário internacional, com as expectativas para a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos e de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Às 09h02, a moeda norte-americana caía 0,39%, cotada a R$ 5,1558. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em baixa de 0,88%, vendido a R$ 5,1760. Com o resultado, a moeda passou a acumular alta de 2,03% no mês. No ano, no entanto, ainda tem queda de 1,93%.
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Ontem, o dia foi marcado por especulações de que a equipe econômica do Conselho Monetário Nacional (CMN) – órgão responsável por definir os objetivos oficiais de inflação – estaria estudando antecipar uma revisão das metas de inflação do país e possivelmente elevar o alvo a ser buscado pelo Banco Central, com aval do presidente do BC.
O dirigente, no entanto, foi enfático ao dizer, em entrevista, que não concorda com uma flexibilização da meta da inflação neste momento, o que agradou o mercado financeiro.
Embora as metas de inflação oficiais do país sejam comumente definidas na reunião de junho do CMN, nada impede que os objetivos sejam alterados já no encontro desta semana.
Caso o Banco Central concorde com as alterações já na quinta-feira, investidores poderiam interpretar isso como fraqueza diante da pressão do governo do presidente Lula, que tem formado um coro insistente para reclamar do patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e questionar a autonomia da autarquia.
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