
Na sexta-feira, moeda norte-americana fechou em queda de 1,07%, vendida a R$ 5,2220. Notas de dólar
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O dólar opera em queda nesta segunda-feira (13), à espera de definições sobre as metas de inflação no país e influência do governo no Banco Central.
Às 9h51, a moeda norte-americana caía 0,42%, vendida a R$ 5,1999. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 1,07%, vendida a R$ 5,2220. Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 2,93% no mês e de 1,45% na semana passada e queda de 1,06% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Por aqui, as atenções permanecem voltadas para os rumores de que a equipe econômica avalia uma revisão antecipada das metas de inflação do país. A reunião do Comitê Monetário Nacional (CMN) que vai discutir a meta de inflação para 2026 está prevista para junho – mas poderá ser antecipada e rever as metas já estabelecidas para os anos anteriores.
Os mercados têm se mostrado bastante sensíveis às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central, o que tem ampliado a volatilidade nos últimos dias e reforçado posições mais pessimistas do investidor local.
A independência do BC foi estabelecida, por meio de lei, em 2021, e estabelece o mandato de quatro anos para o presidente do BC e tem como objetivo blindar o órgão de pressões político-partidárias.
Os economistas do mercado financeiro elevaram as estimativas de inflação deste ano e também passaram a projetar uma queda menor da taxa básica de juros, a Selic.
Para este ano, a expectativa de inflação passou de 5,78% para 5,79% na nona alta seguida do indicador.
Em 2023, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Se confirmado, esse será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo sistema de metas. Em 2022, a inflação somou 5,79%.
Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. O Copom também vem sinalizando de que os juros vão se manter altos por um período mais prolongado. O mercado financeiro elevou a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,50% para 12,75% ao ano para o fim de 2023.
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