Dólar opera em alta, após dados de inflação e com política monetária no radar

Dólar opera em alta, após dados de inflação e com política monetária no radar


Na terça-feira (8), a moeda norte-americana fechou estável, cotada a R$ 5,0349. Notas de dólar
REUTERS/Dado Ruvic
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (9), com os investidores digerindo dados domésticos sobre a inflação em meio a expectativas sobre a próxima reunião de política monetária do Banco Central.
Às 11h21, a moeda norte-americana subia 0,24%, vendida a R$ 5,0472. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda fechou estável, cotada a R$ 5,0349. Com o resultado, acumula recuo de 3,63% no mês e de 2,94% no ano.
O Banco Central fez neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e março de 2022.
Cenário
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83% em maio, após alta de 0,31% no mês anterior. Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996. O acumulado no ano foi de 3,22%, e o dos últimos 12 meses, de 8,06%, o que coloca a inflação bem acima do teto da meta do governo para a inflação no ano.
A LCA Consultores aponta que a alta da inflação acima do esperado em maio é um vetor de alta para a parte curta da curva de juros, mais sensível à flutuação no nível geral de preços e à condução da política monetária. A pressão inflacionária deve manter o Banco Central sob pressão, a uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de elevação da taxa Selic a 4,25% ao ano, ante patamar atual de 3,5%.
Na ata da última reunião do comitê, a intenção de promover apenas um “ajuste parcial” da taxa Selic ganhou força, mas os dirigentes da autoridade têm sinalizado em aparições públicas que não há compromisso com tal postura e que o discurso do BC se adaptará conforme a necessidade. Os recentes dados de atividade econômica mais positivos que o antecipado, além da alta inflação corrente e do aumento das expectativas de inflação, assim, colocam a instituição sob amplo escrutínio dos agentes de mercado.
Um cenário doméstico de juros mais altos tende a favorecer o real, segundo especialistas, uma vez que torna investimentos locais atrelados à Selic mais atraentes para o investidor estrangeiro.
As atenções globais estão voltadas ainda para a divulgação do Índice de Preços aos Consumidores dos EUA de maio, que será na quinta-feira, e poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve (BC dos EUA). O Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed encerrará sua próxima reunião em 16 de junho.
Recentemente, temores sobre um superaquecimento da maior economia do mundo marcaram presença nos mercados globais, em meio a especulações de que um pico na inflação poderia levar o banco central norte-americano a apertar sua política monetária mais cedo do que o esperado.
Embora várias autoridades do Fed tenham afirmado repetidas vezes que enxergam as pressões inflacionárias como temporárias, outras já começaram a reconhecer que estão mais próximas de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de apoio à economia.
Segundo especialistas, a manutenção da postura expansionista do Federal Reserve tende a beneficiar ativos de países emergentes, uma vez que os investidores estrangeiros vão buscar rendimentos mais altos fora dos Estados Unidos.
Variação do dólar em 2021
G1

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