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Essencial para déficit zero, futuro da MP das Subvenções pode ser definido em reunião nesta terça (21)

Essencial para déficit zero, futuro da MP das Subvenções pode ser definido em reunião nesta terça (21)

LDO, vetos ao arcabouço fiscal e reforma tributária também estão no radar dos deputados

Após semanas de inércia, a Câmara dos Deputados pode avançar com a medida provisória (MP) das Subvenções (1185/2023), que tributa grandes empresas regulamentando a cobrança de impostos federais.

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e líderes devem definir em reunião nesta terça-feira (21) o relator da matéria e o formato de apreciação: se será via instalação de comissão mista para apreciar a medida provisória ou via projeto de lei (PL), reenviado pelo governo.

Uma parte dos líderes tem defendido que seja por instalação de comissão mista, com deputados e senadores.

Nos bastidores, há pelo menos três nomes cotados para a relatoria: o líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), o deputado Mauro Benevides (PDT-CE) e Odair Cunha (PT-MG).

Alguns parlamentares defendem uma nova participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no encontro.

Deputados já reclamaram anteriormente que há problemas de mérito e pontos no texto que precisam ser alterados pelo governo — ou acordados — para garantir aprovação, como a cobrança retroativa do imposto que o governo deixou de receber das empresas a partir de 2017.

A matéria é avaliada como fundamental pelo Ministério da Fazenda, que conta com a aprovação para ampliar a arrecadação em cerca de R$ 35 bilhões em 2024 e ajudar a atingir a meta de zerar o déficit nas contas públicas — ou diminuir a revisão possível em março.

Também deve ser discutida a possibilidade de unir ao texto que discutirá subvenções a proposta que acaba com o modelo atual de Juros sobre Capital Próprio (JCP).

A extinção do JCP foi enviada pelo governo ao Congresso no fim de agosto e a expectativa de arrecadação é de R$ 10,5 bilhões em 2024. O texto veda a dedução do JCP da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a partir de janeiro de 2024.

Outras pautas na mira
Outros assuntos também estão na mira dos deputados e podem ser discutidos nesta terça, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vetos ao marco fiscal e reforma tributária.

O esforço do relator da LDO, Danilo Forte (União-CE), é aprovar a proposta ainda esta semana na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Porém, a intenção de parlamentares, nos bastidores, é segurar a apreciação da matéria em plenário até a análise dos vetos ao arcabouço fiscal, o que pode acontecer na quinta-feira (23), em sessão do Congresso Nacional.

O legislativo prevê que o governo terá que contingenciar emendas parlamentares para ajudar a alcançar a meta de déficit zero. Porém, a ideia de momento é dividir o “peso” e garantir na LDO a possibilidade de contingenciar, também, recursos destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) — o que o governo não quer.

Dois vetos ao arcabouço blindam o PAC. Um deles prevê que o governo pode deixar de fora da meta os gastos com o programa, e outro que os recursos da iniciativa ficam preservados, caso haja contingenciamento.

Já as alterações feitas pelos senadores na reforma tributária e pendentes de apreciação pelos deputados podem ser discutidas com o relator na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Segundo relatos à CNN, Lira pediu para Ribeiro fazer um levantamento com técnicos sobre as mudanças na proposta e apresentar aos líderes. A intenção do parlamento é suprimir o que a Câmara não concorda e promulgar os pontos consensuais.

As alterações poderiam ser analisadas na semana de 28 de novembro, mas a apreciação depende de vontade política. A intenção de momento dos presidentes da Câmara e do Senado é promulgar a PEC da reforma tributária ainda em dezembro.

Fonte: CNN Brasil

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