Governo diz que resultado do PIB mostra recuperação ‘forte’, mas cita crise hídrica como ameaça

Governo diz que resultado do PIB mostra recuperação ‘forte’, mas cita crise hídrica como ameaça

IBGE divulgou nesta terça (1º) que PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre. Ministério da Economia defendeu retomada da agenda de reformas. O Ministério da Economia avaliou nesta terça-feira (1) que o Brasil tem recuperado a atividade econômica de forma mais rápida do que outros países, mas acrescentou que o baixo volume de chuvas, e seu impacto na oferta de energia elétrica, “poderá ser um limitador da perspectiva de crescimento neste ano e deverá ser observado com a atenção necessária”.
Mais cedo nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,048 trilhões.
PIB cresce 1,2% no 1º trimestre de 2021, segundo o IBGE
No fim de maio, o governo informou vai contratar a energia mais cara das termelétricas por causa da piora na estiagem em várias regiões brasileiras. É a pior situação dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste em 91 anos. A falta de chuva afetou principalmente essa região onde ficam as hidrelétricas responsáveis pela maior parte da geração de energia no país.
“Por fim, cabe ressaltar que a recuperação plena e pujante da economia só será possível com a retomada da agenda de reformas e consolidação fiscal. É preciso superar o diagnóstico do baixo crescimento da economia brasileira devido à baixa produtividade e à má alocação de recursos”, avaliou o Ministério da Economia.
“Os fatores externos de curto prazo que favorecem a atividade brasileira são a aceleração do crescimento dos principais parceiros comerciais (Estados Unidos e China) e a política monetária global acomodatícia, elevando o preço das commodities. Os fatores domésticos que beneficiam o PIB local são o elevado carrego estatístico para o ano, a maior taxa de poupança em meio a forte recessão de 2020, a expansão do mercado de crédito e a recuperação do emprego com a vacinação em massa. Já os riscos para o maior vigor da atividade são a elevação da incerteza fiscal e deterioração do processo de consolidação, aprofundamento da pandemia e o risco hídrico”, diz o ministério.
Guedes
Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o resultado do PIB do primeiro trimestre sinaliza um “crescimento bastante forte da economia neste ano”.
“Se estamos crescendo 1% acima do primeiro trimestre do ano passado, como a economia caiu fortemente na pandemia, e nesse ano o avanço da vacinação, dos protocolos, e o aprendizado de como se proteger na pandemia, é possível que estejamos crescendo a taxas bem maiores, a arrecadação está vindo forte”, declarou.
No mês passado, o Ministério da Economia elevou de 3,2% para 3,5% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Nesta terça-feira, informou que os resultados mais recentes têm levado os especialistas a revisarem suas projeções para 2021, ampliando o crescimento esperado, cuja média passou de 3% para quase 4% nos últimos três meses.
Segundo o Ministério da Economia, a reforma tributária, reforma administrativa, o PL de modernização do setor elétrico, as debêntures de infraestrutura, o PL de concessões e parcerias público-privadas, o PL Cambial, o novo marco de Ferrovias, e a Nova Lei de Cabotagem são exemplos de reformas necessárias ao país, que estão em discussão no Congresso Nacional.
De acordo com a Secretaria de Política Econômica, essas reformas “poderão atuar na simplificação tributária, na desregulamentação e na redução de custos, com o objetivo primordial de aumento da produtividade, tão necessário ao país neste momento”.
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