
O diplomata Wang Yi usou as palavras ‘inimaginável, histérica e ridícula’ para se referir a forma como os EUA lidaram com o incidente do suposto balão espião. EUA recuperam partes do balão chinês, abatido há dez dias no litoral americano
O principal diplomata da China, Wang Yi, disse neste sábado (18) que a forma como os EUA lidaram com o incidente do balão foi inimaginável, histérica, ridícula e um ato absurdo que violou as normas internacionais.
Um suposto balão de vigilância chinês, que Pequim nega ser um equipamento de espionagem, passou uma semana sobrevoando os Estados Unidos e o Canadá antes de ser abatido na costa do Atlântico no início deste mês por ordens do presidente dos EUA, Joe Biden.
“Há tantos balões em todo o mundo, então os Estados Unidos vão abater todos eles?”, disse Wang.
Segundo Wang, os EUA foram avisados claramente de que se tratava de um balão civil que desviou de seu curso, indicando que não apresentava nenhum risco de segurança. “Aconselhamos os EUA a não fazer uma coisa ridícula dessas novamente.”
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O diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores da China, Wang Yi, fala durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, em 18 de fevereiro de 2023
REUTERS/Wolfgang Rattay
Wang Yi é o diretor do Escritório da Comissão de Relações Exteriores do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e deu essa declaração na Conferência de Segurança de Munique.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, também está em Munique e existe a possibilidade de um encontro com Wang à margem da conferência de Munique, mas não houve nenhuma reunião confirmada até o início deste sábado.
Antes do incidente do Balão, Blinken tinha uma viagem marcada para a China que foi adiada por tempo indeterminado.
EUA derrubam suposto balão espião chinês no Oceano Atlântico no dia 4 de fevereiro de 2023
Randall Hill/Reuters
Marinheiros do Grupo 2 de Eliminação de Munições Explosivas recuperam destroços do misterioso balão chinês que foi derrubado pelos Estados Unidos na costa de Myrtle Beach, Carolina do Sul
U.S. Fleet Forces/U.S. Navy via Reuters


