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Haddad diz que Fazenda conclui nesta semana modelagem do novo arcabouço fiscal

Haddad diz que Fazenda conclui nesta semana modelagem do novo arcabouço fiscal

Modelo será levado ao restante da equipe econômica para discussão e também para Lula. Ideia é que nova regra fiscal ajude no controle de gastos, mas sem prejudicar investimentos e outros gastos considerados prioritários. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (2) que a sua equipe conclui nesta semana a modelagem do novo arcabouço fiscal que vai substituir o teto de gastos, a regra fiscal que limita o crescimento de grande parte das despesas da União à inflação.
O modelo, então, será apresentado ao restante da equipe econômica do governo Lula e, depois, ao próprio presidente, explicou Haddad. A ideia é tornar o texto público até o fim deste mês.
“Vamos esta semana concluir o trabalho na Fazenda [sobre a nova âncora fiscal]. Aí vamos ter uma posição da Fazenda que nós vamos compartilhar com a área econômica e levar ao conhecimento do presidente, porque queremos que neste mês seja dado pública nossa opinião sobre como deve ser o novo arcabouço fiscal”, afirmou Haddad.
Controle de gastos
A ideia do governo Lula é que a nova regra fiscal ajude no controle de gastos, de forma a estabilizar a dívida pública, mas sem prejudicar investimentos e outros gastos considerados prioritários.
Na visão do governo Lula, o teto de gastos não permitiu que o país investisse com deveria nos últimos anos, trazendo prejuízos para diversas áreas, como infraestrutura, moradia, educação e saúde.
Por isso, o governo Lula quer acabar com o teto para poder voltar a investir mais. Porém, precisa apresentar uma nova regra fiscal, para evitar que o país caia numa descredibilidade fiscal.
O mercado e os investidores cobram que o país tenha uma regra fiscal para evitar que os gastos públicos saiam do controle, o que elevaria a dívida pública, com consequências para toda a economia.
LDO com as novas regras
Haddad apontou ainda que o Ministério do Planejamento deve encaminhar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já com as regras da nova âncora fiscal.
“Até porque o [ministério do] Planejamento deve encaminhar a LDO do ano que vem, a Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano que vem, e o ideal é que a Lei de Diretrizes Orçamentárias seja elaborada já com base na nova regra”, completou.
A LDO, como o próprio nome já diz, traz as diretrizes para o orçamento do próximo ano. A LDO precisa ser encaminhada ao Congresso até o dia 15 de abril.
Questionado sobre o ineditismo de a LDO prever uma regra fiscal que ainda nem foi aprovada pelo Congresso, Haddad afirmou que a ideia é “evitar retrabalho por parte do próprio Congresso”.
“Porque se o Congresso aprova uma LDO e um arcabouço fiscal destoante, discrepante, ele que vai ter o retrabalho de reavaliar a LDO, então não faz sentido. O que o Congresso tem que fazer é aprovar uma LDO e um arcabouço que estejam coerentes. Nós vamos montar duas peças coerentes e o Congresso tem que harmonizar”, explicou.
Ele disse ainda que a ideia é que a proposta da nova regra fiscal e a LDO tramitem juntas no Congresso.
“Caminhem juntas para evitar retrabalho de parte a parte. O Executivo faz uma parte e o Legislativo pode opinar, pode alterar, mas tem que operar de forma coordenada, porque o país não pode ter duas diretrizes conflitantes, isso não faz o menor sentido”, afirmou Haddad.

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