Homem preso por dar tapa em Macron é entusiasta da cavalaria medieval

Homem preso por dar tapa em Macron é entusiasta da cavalaria medieval


Autoridades prenderam o agressor, apoiador de grupos de extrema direita e monarquistas, e um amigo que filmava toda a ação. Vídeo: Veja o momento em que Presidente da França leva tapa na cara
O homem preso por dar um tapa no rosto do presidente francês Emmanuel Macron é descrito pela imprensa francesa como um “entusiasta da cavalaria medieval” e apoiador de grupos de extrema direita e monarquistas.
Nesta quarta-feira (9), as autoridades da região de Drôme – próxima a Lyon – divulgaram a identidade de Damien Tarel, de 28 anos, detido na véspera logo após a agressão ao chefe de Estado. Um amigo que filmava a ação, Arthur C., também foi preso preventivamente.
No momento do ataque ele gritou “Montjoie Saint Denis”, grito de guerra de quando a França ainda era um reino. Ele também disse “abaixo a Macronia” (A bas la Macronie), uma referência ao governo de Macron (assista no vídeo acima).
Damien Tarel, homem que agrediu o presidente francês Emmanuel Macron, em foto sem data
Reprodução/Instagram
Em imagens publicadas em seu perfil nas redes sociais, Tarel aparece vestindo trajes medievais, de capa e espada – além disso, há postagens em que expressa seu apoio a grupos de extrema direita, principalmente os monarquistas.
Fontes policiais descreveram à agência de notícias Reuters que o agressor é “um pouco perdido, um pouco geek, um pouco gamer”. Tarel administra um clube local de entusiastas de lutas medievais históricas, incluindo o manejo tradicional de espadas.
Tarel e seu amigo não têm passagem anterior pela polícia e seus computadores e celulares foram apreendidos. Segundo os promotores responsáveis pelo caso, eles podem ter que enfrentar uma pena de pelo menos 3 anos de prisão e multa de 45 mil euros (cerca de R$ 276 mil).
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Reprodução/Redes Sociais
‘Democracia é alvo’
O primeiro-ministro Francês, Jean Castex, comentou a agressão ao chefe de Estado na sessão desta terça da Assembleia Nacional.
“Isso mostra simplesmente que a democracia é um alvo”, disse Castex aos parlamentares. “A democracia é o debate, o diálogo, o confronto de ideias de desacordos, mas nunca pode virar violência.”
Macron disse que não temeu por sua segurança e continuou trocando apertos de mão com membros do público depois da agressão.
O chefe do Executivo visitava a região para se encontrar com donos de restaurantes e falar sobre o relaxamento das normas sanitárias e a volta à normalidade com o controle da pandemia de Covid-19 no país.
Horas depois do ataque, o presidente francês divulgou em seu perfil no Twitter um vídeo da visita e escreveu: “Aguentamos juntos. Formamos uma nação. Foi o que fizemos”.
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