Missões até Marte e eclipse na Patagônia: o que vai rolar na astronomia em 2020

Há quase 10 anos, astronautas entravam em uma cápsula para simular como seria uma viagem até Marte. Ficaram confinados por 1 ano e meio, e a ideia era tentar entender as reações e o convívio humano no "Planeta Vermelho" durante a viagem.

Ainda não é a hora de ocuparmos Marte, mas 2020 trará mais missões importantes para conseguir, quem sabe, chegar lá. Também teremos uma segunda chance para quem não conseguiu assistir ao eclipse solar total em julho de 2019: um novo ocorrerá em dezembro deste ano e também no Chile e na Argentina. Quem tiver sorte, assistirá na Patagônia.

G1 mostra, além disso, o que irá acontecer em 2020 na astronomia:

 

Missão Europa Clipper

 

Uma das 79 luas de Júpiter, Europa será alvo de uma investigação mais detalhada.

Nove instrumentos serão levados até a órbita do planeta para produzir imagens de alta resolução e determinar a composição de Europa. Existem fortes evidências de que exista água líquida abaixo de uma crosta gelada. Como sempre, estamos tentando encontrar vida fora da Terra.

Serão 45 sobrevoos em Europa, com altitudes que variam de 2,7 mil quilômetros a 25 quilômetros acima da superfície.

Mars 2020

 

A Mars 2020 é mais um passo em busca de descobrir vida ou de como viver no Planeta Vermelho. A janela de lançamento da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral abre em 17 de julho, quando a posição entre a Terra e Marte estará mais propícia para a viagem. A aterrissagem está prevista para fevereiro de 2021.

Toda a missão deverá durar 1 ano marciano: 687 dias terrestres. Com a ajuda de mais um robô, uma broca irá coletar amostras nas rochas e no solo para ter mais informações sobre a composição da superfície.

Objetivos da missão:

 

  • Determinar se já existiu vida em Marte
  • Mostrar como é o clima do planeta
  • Mostrar como é a geologia de Marte
  • Preparar-se para uma futura exploração humana

 

Vale destacar que tanto a missão Curiosity, que já está no Planeta Vermelho, e a missão Mars 2020 contam com a participação fundamental do brasileiro Ivair Gontijo. Na primeira missão, ele ficou responsável pelos equipamentos que mapeavam a superfície de Marte durante os 7 minutos de terror, de modo a escolher o melhor ponto de pouso. Agora na segunda missão, ele desenvolveu a integração entre vários dos equipamentos científicos, fazendo-os se comunicar com o sistema do jipe.

 

  • Robô Curiosity, da Nasa, completa 2 mil dias caminhando na superfície de Marte
  • 'Bati na porta da Nasa várias vezes': conheça Ivair Gontijo, o brasileiro que trabalha nas missões espaciais americanas até Marte

 

 

Huoxing-1

 

Quem também está de olho em Marte é a China, que deve lançar entre julho e agosto, sua ambiciosa missão de exploração do Planeta Vermelho. Ambiciosa no sentido que, além de colocar um satélite na órbita de Marte, pretende também pousar um jipe em sua superfície logo na primeira tentativa. A missão tem o nome provisório de Huoxing-1 e vem na esteira da missão malsucedida de 2012, quando seu orbitador Yinghuo-1 foi destruído com a falha da missão russa Fobos-Grunt. A partir de então, a China decidiu desenvolver seu próprio programa espacial para Marte.