Começa hoje a semana de educação financeira do Banco Central

Começa hoje a semana de educação financeira do Banco Central

Com tema Resiliência Financeira: como Atravessar a Crise?, o Banco Central (BC) deu início hoje (23) à 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana Enef). Mais de 6,3 mil ações estão previstas até o próximo domingo (29). A agenda completa está disponível no site semanaenef.gov.br.

Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o acesso a conteúdos sobre educação financeira gera um aprendizado contínuo e é especialmente importante neste momento em que as famílias ainda sofrem os efeitos da pandemia de covid-19. “Mais do que nunca é importante falar do planejamento, da poupança e do uso consciente de seus recursos financeiros”, disse, durante a cerimônia virtual de abertura da semana.

Segundo ele, a educação financeira é importante não apenas para a boa organização das finanças pessoais e a tomada de decisão bem informada por parte do cidadão, mas também para a eficiência do Sistema Financeiro Nacional, “que se beneficia com o maior nível de conhecimento e preparo de clientes e usuários, abrindo portas para produtos e serviços mais sofisticados, e com a diminuição da inadimplência”.

O evento é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Educação Financeira criado em junho desse ano, em substituição ao Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), para promover ações sobre o tema no país, no âmbito da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). A Enef foi instituída em 2010 visando à educação financeira e previdenciária dos brasileiros. Em junho, ela foi reformulada com a incorporação da educação securitária e fiscal e criação do fórum.

“Esperamos que esta semana de discussões contribua com soluções para nos auxiliar a superar este momento de crise. Mais do que isso, esperamos que as ações desta semana nos ajudem a conjugar as lições que a crise nos trouxe com conhecimentos que nos preparem para enfrentar outros desafios no futuro”, disse o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Maurício Moura, que também é o presidente do fórum.

Parcerias

O fórum é composto por oito órgãos e entidades diretamente relacionados aos aspectos educacionais da Enef: Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Superintendência de Seguros Privados (Susep), Ministério da Educação, Secretaria Nacional do Consumidor do (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e secretarias do Tesouro Nacional e de Previdência do Ministério da Economia.

A presidência e a secretária executiva são rotativas, cada órgão assumindo as funções por dois anos. No primeiro biênio, elas são do BC e, em 2022, passarão para a CVM.

Moura destacou que a primeira Semana Enef foi realizada em 2014 e, em sua última edição, ano passado, atingiu números recordes, “graças ao trabalho e à dedicação dos nossos inúmeros parceiros”. Foram quase 15 mil iniciativas realizadas em formatos presencial, online ou de divulgação em mídias de massa, com alcance de mais de 910 mil pessoas, chegando potencialmente a 70 milhões de brasileiros com as campanhas na mídia.

“A razão de enfatizarmos tanto as parcerias é o reconhecimento de que o desafio da promoção da educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no Brasil é naturalmente complexo, afinal, somos um país extenso e rico em diversidades regionais. O envolvimento de toda a sociedade, governo e iniciativa privada, academia e associações de classe, é essencial para a efetiva promoção da Enef em nosso país”, disse o diretor.

Após a mesa de abertura, foi realizado o primeiro painel, Resiliência Financeira em Tempos de Crise, com participação do consultor em planejamento e inteligência financeira Eduardo Amuri; do professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getulio Vargas, Lauro Gonzalez; da administradora e orientadora financeira responsável pelo canal digital Nath Finanças, Nathália Rodrigues; e da doutora em psicologia econômica e ciências comportamentais, Vera Rita de Mello Ferreira.

Agenda BC#

Durante a abertura, o presidente do BC também destacou que a educação financeira é uma das dimensões da Agenda BC#. “Essa dimensão tem como objetivo promover a conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar, esforço para o qual o BC ainda conta com a parceria de agentes de mercado e governamentais, cooperativas e agentes de microcrédito”, disse Campos Neto.

Entre as entregas realizadas pelo programa estão o Projeto Aprender Valor, que tem como objetivo levar educação financeira às escolas públicas de ensino fundamental, de modo transversal e de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O projeto encontra-se em sua etapa piloto no Ceará, Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Pará e Paraná. A partir de 2021, será expandido para os demais estados, com potencial para chegar a cerca de 21 milhões de estudantes.

Segundo Campos Neto, há também diversas ações de fomento de educação financeira junto ao Sistema Financeiro Nacional. Por exemplo, em novembro de 2019, o Banco Central assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para o desenvolvimento de projeto como uma plataforma de educação financeira que possibilitará aos brasileiros realizar um diagnóstico de sua saúde financeira e fornecerá trilhas de aprendizagem personalizadas.

A plataforma permitirá a criação de um programa de recompensas, uma espécie de programa de milhagens, como é feito pelas companhias aéreas, por parte das instituições financeiras participantes. Essas recompensas serão desenhadas por cada banco. O piloto da plataforma está previsto para ser entregue até janeiro de 2021 e a plataforma completa, homologada e disponibilizada para toda a população brasileira, até outubro de 2021.

Em dezembro de 2019 também foi realizado o 1º Mutirão de Renegociação de Dívidas e Orientação Financeira. O evento contou com a participação de nove grandes bancos e, de acordo com a Febraban foram realizadas 820 mil negociações, com volume total de R$ 4,5 bilhões e 506 mil acessos aos vídeos de educação financeira.

O BC ainda disponibilizou em seu site uma página especial sobre educação financeira em tempos de coronavírus, com dicas, informações e links relevantes para o cidadão reorganizar sua vida financeira nesse período.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
Guedes diz que país vai perder menos empregos que na última recessão

Guedes diz que país vai perder menos empregos que na última recessão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (23) que o país deve perder cerca de 300 mil vagas formais de trabalho neste ano. Apesar da retomada de criação de novos postos de trabalho nos últimos meses, o ministro prevê que haja uma desaceleração na geração de empregos até o fim de 2020.

“Nós vamos possivelmente chegar ao final deste ano perdendo 300 mil empregos, que dizer, 20% do que perdemos nos anos de 2015 e 2016. No ano que enfrentamos a maior crise da nossa história, uma pandemia global, vamos perder entre um quinto e um terço dos empregos perdidos na recessão anterior”, disse Guedes durante o seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o ministro, houve uma perda média anual de cerca de 1,3 milhão de empregos nos anos de recessão de 2015 e 2016.

“O Brasil criou 500 mil empregos em julho, 250 mil em agosto e 313 mil em setembro. Está para sair a qualquer momento [os dados de] outubro. Eu nem acredito que vá continuar nesse ritmo tão acelerado. É natural que dê uma desacelerada”, disse.

De acordo com o ministro, todas as regiões brasileiras e setores econômicos estão criando empregos. “A economia voltou em V como esperávamos. O FMI [Fundo Monetário Internacional] previa uma queda de 9,5% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. Vai ser bem menos que a metade”, disse Guedes.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
Butantan anuncia que testes da CoronaVac chegaram à fase final

Butantan anuncia que testes da CoronaVac chegaram à fase final

Chegou à fase final o estudo clínico da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com biofarmacêutica Sinovac Life Science. De acordo com informações do governo de São Paulo e do Instituto Butantan, os resultados sairão na primeira semana de dezembro e a previsão é a de que, até janeiro de 2021, 46 milhões de doses estejam disponíveis no Brasil.

Os resultados serão enviados pelo Comitê Internacional independente na primeira semana de dezembro para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise o relatório para verificação da vacina. Os testes no Brasil estão sendo coordenados desde julho pelo Butantan em 16 centros de pesquisa científica espalhados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal, com 13 mil voluntários envolvidos. Na última semana, o primeiro lote com 120 mil doses chegou a São Paulo.

Na última terça-feira (17), os resultados da fase anterior de estudos clínicos da CoronaVac foram publicados pela revista científica Lancet, uma das mais importantes do mundo. A publicação mostrou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Outras vacinas

Hoje (23) a farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou a vacina que o laboratório está desenvolvendo contra o novo coronavírus pode ter 90% de eficácia, sem nenhum efeito colateral grave. Desenvolvida pela Universidade de Oxford, atingiu esse percentual na prevenção da doença quando administrada em meia dose e, pelo menos um mês depois, uma dose integral, de acordo com dados do estudo clínico em estágio avançado realizado no Reino Unido e no Brasil. A farmacêutica terá 200 milhões de doses da vacina até o final deste ano, com 700 milhões de doses prontas globalmente até o fim do primeiro trimestre de 2021.

A americana Pfizer informou na última quarta-feira (18) que os resultados finais do teste de estágio avançado de sua vacina mostram que o imunizante é 95% eficaz, tem todos os dados de segurança exigidos referentes a dois meses e que solicitaria autorização para uso emergencial nos Estados Unidos em alguns dias. Segundo a Pfizer, a eficácia da vacina desenvolvida em parceria com alemã BioNTech foi consistente em dados demográficos de idade e etnia, e que não houve efeitos colaterais importantes.

A concorrente Moderna divulgou na segunda-feira (16) dados preliminares para sua vacina, mostrando eficácia semelhante.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
Guedes anuncia que vai para o "ataque" com privatizações e reformas

Guedes anuncia que vai para o "ataque" com privatizações e reformas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (23) que inicialmente o governo trabalhou para reduzir despesas e, nos próximos dois anos, seguirá com agenda de reformas e privatizações.

“Dedicamos esse primeiro ano, um ano e meio, para atacar as grandes despesas do governo, jogamos na defesa. Nos próximos dois anos, vamos para o ataque. Vamos para as privatizações, para a abertura, para simplificação, reforma tributária, a reindustrialização em cima de energia barata”, disse o ministro, ao participar do 3º Encontro O Brasil Quer Mais, evento virtual organizado pela International Chamber of Commerce Brazil (ICC).

Segundo Guedes, os três maiores gastos que o governo conseguiu controlar foram com a Previdência, juros da dívida pública e salários de servidores. O ministro explicou que os “privilégios” nas aposentadorias foram vencidos por meio da reforma da Previdência, houve redução dos juros da dívida pública e congelamento de salários de servidores. 

Além disso, ele citou a reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso Nacional. “O mais difícil foi o controle de gastos que está sendo implementado há algum tempo. Falta agora o movimento final: pacto federativo, desindexando, desvinculando, desobrigando despesas, travando essas despesas e entregando os orçamentos públicos à classe política”, afirmou.

O ministro da Economia disse, ainda, que na agenda da equipe econômica figuram a abertura da economia brasileira para o comércio internacional, por meio de acordos comerciais, e a aprovação de reformas.

Ele afirmou que espera avançar em reformas onde há consenso político para aprovação, após passar o período de eleições municipais.

“Acho que daqui até o fim do ano vamos aprovar uma pauta comum onde há acordo na Câmara, no Senado e no Poder Executivo”, disse. Segundo o ministro, “bons candidatos” para a aprovação são projetos como de Lei de Falências, o marco regulatório do gás natural e cabotagem, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, com medidas para controle de gastos, e a independência do Banco Central.

Segundo Guedes, a reforma tributária e as privatizações não avançaram, mas o governo levará essa agenda adiante. “Acho que estamos muito próximos da reforma tributária. A razão de não ter saído ainda é que a política é que dá o timing [momento certo]”, enfatizou.

Retomada da economia

Mais cedo, em outro evento virtual, Guedes reafirmou que a “economia brasileira está voltando com força”. Ele citou que a retomada surpreendeu organismos internacionais e economistas brasileiros. 

“São os fatos que nós temos. Existem muitas narrativas. Mas contra os fatos, as falsas narrativas se dissolvem. O fato hoje é que todas as regiões do Brasil estão criando empregos, todos os setores estão criando empregos. A economia brasileira voltou em V [rápida recuperação, após a queda] como nós esperávamos para surpresa de organizações internacionais”, disse, no seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Ele destacou que, no início da pandemia de covid-19, economistas chegaram a prever queda da economia brasileira em mais de 10% e recuperação lenta. “É importante recuperar essas narrativas falsas e colocarmos os fatos”, disse. Ele citou o crescimento do emprego, aumento das exportações de produtos agrícolas e agroindustriais, retomada da construção civil e expansão do crédito e do consumo.

Pandemia

O ministro reafirmou que as contaminações por covid-19 estão diminuindo, mas pode estar havendo um “repique”. “A doença desceu, é um fato. E agora parece que está havendo um repique, mas vamos observar. São ciclos”, disse.

Segundo o ministro, quando as contaminações pelo novo coronavírus diminuíram, “as pessoas saíram mais, interagiram mais, se descuidaram um pouco. “Pode ser que tenha voltado um pouco. Estamos entrando no verão, vamos observar um pouco em vez de já começar a decretar que a doença está aí [em uma segunda onda]”, finalizou.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
Auxílio emergencial é creditado para nascidos em dezembro

Auxílio emergencial é creditado para nascidos em dezembro

Cerca de 3,4 milhões de beneficiários do auxílio emergencial, nascidos em dezembro, recebem hoje (20) R$ 1,3 bilhão em suas contas poupança social digital. Desse total, 633,8 mil recebem R$ 415,1 milhões referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 2,8 milhões, serão contemplados com a segunda parcela do Auxílio Emergencial Extensão, somando R$ 919,2 milhões.

A partir de hoje, os valores podem ser movimentados pelo Caixa Tem para pagamento de boletos pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

O benefício criado em abril pelo governo federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta-feira serão liberados a partir do dia 5 de dezembro.

Bolsa Família

Também nesta sexta-feira, a Caixa realiza o pagamento da terceira parcela do Auxílio Emergencial Extensão para os beneficiários do Bolsa Família. Cerca de 1,6 milhão de pessoas com final de NIS 4 recebem R$ 422,6 milhões.

Durante todo o mês de novembro, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa, e que foram consideradas elegíveis, vão receber, no total, R$ 4,2 bilhões.

Os pagamentos do Auxílio Emergencial Extensão para beneficiários do Bolsa Família têm os mesmos critérios e datas do Bolsa Família, permitindo a utilização do cartão nos canais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui ou por crédito na conta Caixa Fácil.

O valor do programa Bolsa Família é complementado pela extensão do auxílio emergencial em até R$ 300 ou em até R$ 600, no caso de mulher provedora de família monoparental. Segundo a Caixa, se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, prevalecendo sempre o benefício de maior valor.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
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