Israel fechará passagem com Faixa de Gaza após disparos de foguetes

Israel fechará passagem com Faixa de Gaza após disparos de foguetes

A decisão de fechar a passagem de Erez afetará milhares de palestinos deste empobrecido território, submetido ao bloqueio israelense há mais de 15 anos. Israel fechará para comerciantes e trabalhadores, neste domingo (24), sua única passagem com a Faixa de Gaza, depois que militantes do enclave palestino lançaram três foguetes contra seu território.
A decisão de fechar a passagem de Erez afetará milhares de palestinos deste empobrecido território, submetido ao bloqueio israelense há mais de 15 anos.
Além da passagem de Rafah entre o sul deste microterritório de em torno de 2,3 milhões de habitantes e o Egito, Israel controla todas as entradas e saídas do enclave – tanto de mercadorias quanto de pessoas.
“Após os foguetes lançados para o território israelense da Faixa de Gaza na noite passada, decidiu-se que o trânsito para Israel de comerciantes e trabalhadores de Gaza, através da passagem de Erez, não será permitido neste domingo”, declarou a COGAT, a unidade do Ministério da Defesa responsável pelos assuntos civis palestinos, em um comunicado.
“A decisão de reabri-la será tomada após uma avaliação da situação”, acrescentou esta mesma unidade.
Três foguetes foram disparados de Gaza para Israel na sexta-feira à noite e na madrugada deste sábado, horas depois de confrontos entre a polícia israelense e manifestantes palestinos terem deixado mais de 50 feridos na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, palco de fortes tensões.
Desde segunda-feira (18), vários foguetes foram disparados da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, na direção de Israel, provocando incursões aéreas israelenses contra este enclave. Os disparos não causaram vítimas, e a maioria dos projéteis foi interceptada pelo escudo antimísseis israelense.
Confronto em Jerusalém deixa 152 palestinos feridos
Estes ataques com foguetes são os mais graves desde a guerra mortal de 11 dias entre o Hamas e o Exército israelense em maio de 2021, na esteira de confrontos entre a polícia israelense e palestinos em Jerusalém Oriental que deixaram centenas de palestinos feridos.
Confrontos em Jerusalém
Confrontos entre policiais israelenses e palestinos deixam 57 feridos em Jerusalém
A nova escalada ocorreu após quatro atentados em Israel entre 22 de março e 7 de abril, nos quais 14 pessoas morreram. Dois dos ataques aconteceram na metrópole de Tel Aviv, cometido por palestinos da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.
Na sequência, o Exército israelense lançou várias operações na Cisjordânia, algumas delas letais.
Neste contexto e em pleno mês sagrado muçulmano do Ramadã, há uma semana ocorrem confrontos entre palestinos e forças israelenses na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, a parte palestina ocupada por Israel.
Os confrontos deixaram mais de 250 palestinos feridos, e as autoridades israelenses, que controlam o acesso à Esplanada, fecharam as passagens que permitem aos palestinos da Cisjordânia viajarem para Jerusalém.
Na sexta-feira (22), antes dos ataques com foguetes, o Hamas organizou uma grande manifestação no enclave em solidariedade aos palestinos de Jerusalém Oriental, onde enfrentamentos na área da mesquita deixaram cerca de 50 feridos.
Neste sábado (23), foi realizada, de forma pacífica, uma oração que reuniu mais de 16.000 palestinos na Esplanada, segundo as autoridades.
Detenções em Israel
A presença de judeus na Esplanada durante o Ramadã – que têm permissão para visitar o local em determinados horários, mas sem rezar – e o envio de forças policiais foram percebidos pelos palestinos e por vários países da região como um gesto “de provocação”.
A tensão chegou até o centro de Israel, onde hoje a polícia prendeu quatro homens mascarados, em Umm al-Fahm, uma cidade árabe-israelense.
A polícia acusa-os de terem “tentado bloquear a entrada da cidade, queimado pneus na rua principal e lançado pedras nos agentes”.
Os árabe-israelenses são descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras, após a criação do Estado de Israel, em 1948. Representam 20% da população de Israel e denunciam a discriminação sofrida em relação à maioria, composta de judeus.

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