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Lula defende soberania, negociação e multilateralismo em reunião ministerial

Lula defende soberania, negociação e multilateralismo em reunião ministerial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduz, nesta terça-feira (26/8), a segunda reunião ministerial de 2025. O encontro no Palácio do Planalto tem como principais pautas o alinhamento de estratégias e a avaliação do andamento das principais políticas públicas em curso no país. Na abertura, o presidente reforçou a importância da soberania nacional, a postura de negociação do país frente aos desafios do comércio exterior e a necessidade de mudanças nas instituições multilaterais.


Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é a sermos tratados como se fôssemos subalternos”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República


Diante das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e da pressão do governo norte-americano em torno dos interesses das chamadas big techs, o presidente reforçou a disposição para negociação do país, mas sem abrir mão de princípios essenciais no diálogo entre nações democráticas.

“Somos um país soberano. Temos uma Constituição, uma legislação, e quem quiser entrar nesses 8 milhões e meio de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo, nas nossas florestas, têm que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação. É assim que tem que ser para que a gente possa construir e fortalecer esse mundo democrático, multilateralista que o Brasil faz questão de defender”, disse.

O presidente reforçou que a política externa nacional se pauta pelo princípio da não submissão a interesses externos, e destacou que o Brasil está disposto a construir consensos, mas sempre em condições de equidade, preservando a dignidade nacional e o respeito mútuo. “Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é a sermos tratados como se fôssemos subalternos”.

NEGOCIAÇÕES – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, detalhou os resultados dos esforços de negociação do país na questão das tarifas com os Estados Unidos. Segundo ele, o indicador mais recente é que 41,3% das exportações nacionais estão excluídas da tarifa de 40% imposta pelos Estados Unidos. São produtos como aeronaves, suco de laranja e ferro-liga e dezenas de outros do agronegócio.

UNIFICADA – Há outro grupo, de 23,2% do total exportado, incluído na chamada Seção 232, que prevê uma tarifa unificada para o mundo todo. Inclui aço, alumínio e cobre, por exemplo. “É 50% (de taxa), mas para o mundo inteiro. Automóvel e autopeças é 25% de taxa, mas também para o mundo inteiro”, listou Alckmin. “Isso mantém a nossa competitividade”.

DISTORÇÕES – Com isso, segundo o vice-presidente, restam 35,6% dos produtos exportados pelo Brasil que estão na lista de 50% de tarifas. “Aí tem alimentos como café, carne, pescado, frutas e setores da indústria. O presidente Lula tem orientado o diálogo permanente. Com soberania, separação dos poderes, que é uma peça basilar do Estado de Direito, e, ao mesmo tempo, negociação e diálogo para corrigirmos essa absoluta distorção da política regulatória”, comentou.

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