Mais um pré-candidato a presidente da Nicarágua é preso; oposição acusa perseguição do regime de Ortega

Mais um pré-candidato a presidente da Nicarágua é preso; oposição acusa perseguição do regime de Ortega


Outros dois possíveis adversários de Daniel Ortega nas eleições de novembro foram detidos. Prisões ampliam desconfiança sobre regime nicaraguense. Félix Maradiaga durante evento de campanha; ele é pré-candidato a presidente da Nicarágua
Reprodução/Facebook
Felix Maradiaga, pré-candidato a presidente da Nicarágua, foi preso nesta terça-feira (8) na capital Manágua. É a terceira detenção de um candidato opositor do presidente Daniel Ortega, que comanda o país centro-americano em um regime autoritário, neste mês de junho.
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As autoridades nicaraguenses acusa Maradiaga de tramar contra a “independência, a soberania” e de “incitar a ingerência estrangeira” e pedir “intervenções militares”. O político disse em nota que as acusações são falsas.
“O Ministério Público, controlado por Daniel Ortega e Rosario Murillo [primeira-dama e vice-presidente], é um instrumento político do regime, cujo objetivo é impedir que haja eleições livres e transparentes no próximo novembro, como manda a Constituição”, disse a assessoria do político.
Além de Maradiaga, o motorista e um advogado do pré-candidato foram presos.
Ortega está no poder desde 2007 e busca a terceira reeleição consecutiva. Antes disso, ele governou a Nicarágua entre 1985 e 1990.
Adversários de Ortega são presos
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, em foto no dia da Independência do país, 15 de setembro
Presidência da Nicarágua/Cesar Perez/Handout via Reuters
Maradiaga se soma a Arturo Cruz e Cristiana Chamorro entre os pré-candidatos a presidente da Nicarágua nas eleições de novembro detidos pelo regime de Daniel Ortega.
Na quarta-feira (2), a polícia invadiu a casa de Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro (eleita em 1990, derrotando Ortega) e apontada como a candidata da oposição com mais chances de vencer a disputa; ela é acusada de lavagem de dinheiro e se encontra em prisão domiciliar.
Cristiana Chamorro, da Nicarágua, em 21 de maio de 2021
Carlos Herrera/Reuters
No sábado (5), Cruz foi preso no aeroporto de Manágua, na capital do país, ao retornar de uma viagem dos EUA, de acordo com informações da sua equipe dadas à agência Reuters.
O Ministério Público da Nicarágua afirmou que a investigação contra Cruz é baseada em “fortes evidências de que ele atacou a sociedade nicaraguense”, mas não deu detalhes sobre quais seriam as acusações.
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