Pandemia abala ranking das cidades onde se vive melhor; Auckland, na Nova Zelândia, lidera

Pandemia abala ranking das cidades onde se vive melhor; Auckland, na Nova Zelândia, lidera


O índice ‘Global Liveability Index 2021’ destacou a resposta contra a Covid-19, o acesso ao sistema de saúde, a taxa de vacinação e a evolução do número de casos e mortes pelo coronavírus na mudança dos resultados. Rua vazia em Auckland, na Nova Zelândia, durante lockdown nesta segunda-feira (15)
David Rowland/AFP
A pandemia mexeu com o ranking de cidades onde se vive melhor, com metrópoles europeias em queda, e Austrália, Japão e Nova Zelândia na liderança graças às medidas rápidas e eficientes contra Covid-19, de acordo com um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU).
Auckland, uma das principais cidades da Nova Zelândia está no topo do estudo anual encomendado pela revista “The Economist” sobre as cidades onde se é bom morar, de acordo com a edição de 2021 publicada nesta quarta-feira (8).
Veja quais foram as 5 primeiras colocadas:
Auckland, Nova Zelândia (1º)
Osaka, Japão (2º)
Adelaide, Austrália (3º)
Tóquio, Japão (4º, empate)
Wellington, Nova Zelândia (4º, empate)
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Auckland subiu ao topo do ranking por conta da sua abordagem bem-sucedida contra a pandemia, que “permitiu que a sociedade permanecesse aberta e a cidade tivesse um melhor desempenho em termos de educação, cultura e meio ambiente”, destaca o estudo.
A publicação britânica informou que além da resposta à Covid-19 e o acesso ao sistema de saúde, o índice Global Liveability Index 2021 também levou em conta a taxa de vacinação e a evolução do número de casos e mortes pelo coronavírus.  
Cidades europeias despencam
Pessoas almoçam ao ar livre em restaurante em Roma, na Itália, em 26 de abril de 2021, com grande parte do país voltando à ‘zona amarela’ e amenizando as restrições para frear a pandemia do novo coronavírus (Covid-19)
Yara Nardi/Reuters
Segundo o estudo, as cidades europeias tiveram um desempenho “particularmente ruim” na edição deste ano. Viena, capital da Áustria, que figurou como a cidade mais bonita entre 2018 e 2020, caiu para o 12º lugar.
Hamburgo, na Alemanha, caiu 34 posições, e está hoje na 47ª. A capital italiana foi outro exemplo de como a pandemia afetou sua atratividade. Roma, a cidade eterna, caiu 21 posições e ocupa o 57° lugar no índice elaborado pela publicação britânica. 
O estudo menciona “que a pressão sobre os recursos hospitalares aumentou para a maioria das cidades alemãs e francesas” e “restrições aos deslocamentos e reuniões limitaram a oferta cultural”.
O aumento mais significativo foi registrado por Honolulu, no estado americano do Havaí (14º no ranking, subindo 46 lugares) “graças a grandes avanços na forma de conter a pandemia e implantar o programa de vacinação”.
Vista da cidade de Honolulu, a capital do Estado do Havaí
12019/Creative Commons
De acordo com o estudo, Damasco continua sendo a cidade onde a vida é mais difícil por causa da guerra civil de mais de dez anos na Síria.
Caracas é a pior cidade da América Latina no ranking ocupando a 131° lugar entre as 140 cidades analisadas. 
Para o futuro índice, a publicação adianta que a recuperação de muitas cidades como um bom lugar para se viver vai depender dos riscos que representam em relação à pandemia, da capacidade de controle do coronavírus combinada com vacinação, testagem, rastreio e medidas de isolamento. 

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