Agência Gov | via MS /v Foto:Tania Rego/Agência Brasil
O Ministério da Saúde lança o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, documento que orienta o acolhimento, o acompanhamento e o tratamento de pessoas afetadas por apostas no Sistema Único de Saúde (SUS) . A iniciativa integra um conjunto de medidas para enfrentar um problema que já é tratado como questão de saúde pública no Brasil.
A partir da página 69 da publicação, o leitor pode responder algumas perguntas e, a partir do resultado, saber se já tem problema grave relacionado ao jogo ou se se encaminha para uma situação de dependência.
Dados apontam que, entre 2018 e 2025, os atendimentos no SUS relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram, evidenciando o avanço do fenômeno e seus impactos na saúde mental, nas relações familiares e na vida financeira das pessoas.


Acima, algumas das perguntas do teste que podem ajudar em diagnóstico
O Guia oferece orientações práticas para as equipes da rede pública, especialmente da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) , e reforça que o cuidado deve ser feito de forma integrada, desde a Atenção Primária até os Centros de Apoio Psicossociais (CAPS) , hospitais e serviços de urgência, conforme a gravidade de cada caso.
A publicação aponta que as apostas, sobretudo no ambiente digital, estão associadas a ansiedade, depressão, endividamento e ruptura de vínculos, e defende abordagens baseadas na escuta qualificada, no cuidado em liberdade e na redução de danos.
O lançamento do Guia faz parte de uma estratégia mais ampla do Ministério da Saúde, que inclui a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e a criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas, em parceria com o Ministério da Fazenda.
A plataforma de autoexclusão permite que a própria pessoa solicite o bloqueio do acesso a sites de apostas e passe a receber orientação para buscar atendimento no SUS, ampliando a proteção e o acesso ao cuidado. Já o Observatório vai qualificar o uso de dados para identificar comportamentos de risco e apoiar ações de prevenção, regulação e cuidado nos territórios.
Com esse conjunto de medidas, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a proteção da saúde mental da população, a organização da resposta do SUS e a oferta de cuidado integral, humanizado e acessível em todo o país.


