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Vendas da Tesla caem 9%, em 2025, e BYD passa a liderar o mercado

Vendas da Tesla caem 9%, em 2025, e BYD passa a liderar o mercado

Foto: Divulgação

A Tesla, que já foi a maior vendedora de veículos elétricos, perdeu o primeiro lugar para a chinesa BYD após relatar declínios anuais de entrega de veículos pelo segundo ano consecutivo. As vendas da Tesla caíram 9% em todo o ano de 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o ano anterior.

A empresa norte-americana, propriedade do magnata Elon Musk, divulgou dados de vendas abaixo do esperado. Realizou 418.227 entregas nos últimos três meses do ano, elevando seu total de vendas anuais para cerca de 1,64 milhão de veículos elétricos.

A fabricante está se ajustando a um cenário de compras disruptivo com o fim dos subsídios federais. A empresa de Musk viu um aumento inesperado de vendas no terceiro trimestre, quando compradores nos Estados Unidos se apressaram para aproveitar o crédito fiscal que estava expirando. No quarto trimestre, não houve incentivos especiais.

A BYD, que não vende veículos nos EUA, comunicou na noite de quinta-feira (1º), que vendeu 2,26 milhões de veículos elétricos à bateria, no ano passado, aumento de 28% em relação ao ano anterior. Para a BYD, o marco é significativo e suas ações, negociadas em Hong Kong, fecharam em alta de 3,6%.

Segundo o consenso da FactSet, os analistas previam que as vendas da Tesla no último trimestre desacelerariam menos, para cerca de 449 mil unidades. Especialistas do setor indicaram que a demanda por veículos elétricos levará tempo para se estabilizar nos Estados Unidos após o fim do crédito fiscal de US$ 7,5 mil (mais de R$ 41 mil), no fim de setembro de 2025.

Concorrência

Antes dessa medida, a Tesla já enfrentava dificuldades nas vendas em mercados-chave devido ao apoio de Musk ao presidente Donald Trump e a outros políticos de extrema-direita. A Tesla também enfrenta a crescente concorrência da BYD e de outras empresas chinesas, além de gigantes europeus.

A concorrência aumenta ainda com novas empresas no segmento econômico, na China, como Geely e Leap Motion. A Geely aumentou a produção de veículos elétricos em 39% no ano passado. A Leap Motor, que antes era uma pequena concorrente no mercado de veículos elétricos no país asiático, atingiu sua meta de 500 mil unidades para 2025 antes do prazo e estabeleceu um objetivo ambicioso de um milhão de carros para 2026.

Para a Tesla, 2025 foi um ano como nenhum outro. No início do ano, o CEO Elon Musk teve um papel controverso na Casa Branca supervisionando o Departamento de Eficiência Governamental. Isso causou reações contrárias em alguns revendedores da Tesla nos EUA e uma retração nas vendas. Apesar disso, Musk projetou confiança, focando nos novos produtos que a Tesla está trazendo para o mercado, incluindo robotáxis, o Cybercab sem volante e os robôs humanoides Optimus. No entanto, as vendas de carros ainda são a principal fonte de receita da Tesla, contribuindo com cerca de três quartos de sua receita.

A Tesla não atingiu as estimativas dos analistas, que eram de 422.850 entregas, de acordo com uma média de 20 projeções publicadas pela empresa. A Tesla também relatou crescimento de 49% em seu negócio de energia.

Em outubro, a Tesla lançou versões mais baratas e simplificadas do seu popular sedan Model 3 e do SUV Model Y na tentativa de aumentar a demanda. Mesmo assim, as vendas nos EUA caíram nos primeiros dois meses do trimestre, de acordo com dados da indústria.

Em novembro, os acionistas aprovaram um novo pacote de remuneração para Musk que poderia torná-lo o primeiro trilionário do mundo, se ele conseguir aumentar o valor de mercado da Tesla para U$ 8,5 trilhões, enquanto atinge uma série de metas financeiras e operacionais.

Fonte: correio braziliense

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