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Construção civil na Bahia acumula alta de 7,07% no ano

Construção civil na Bahia acumula alta de 7,07% no ano

Foto: Romildo de Jesus


Por Marcos Vitório 

Os custos da construção civil na Bahia voltam a subir em junho e acumulam alta de 7,07% no primeiro semestre de 2026. Os dados são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No estado, o índice registra variação de 0,55% no mês, enquanto o custo médio do metro quadrado alcança R$ 1.863,94.

O levantamento mostra que a Bahia acompanha o movimento de aumento dos custos da construção observado em todo o país, embora em ritmo menor que a média nacional. No Brasil, o índice acelera para 1,19% em junho, após registrar alta de 0,36% em maio, a maior variação mensal desde agosto de 2022, desconsiderando o impacto da reoneração da folha de pagamento ocorrida em janeiro deste ano.

Na comparação com os demais estados do Nordeste, a Bahia apresenta uma das menores variações mensais. A região registra alta de 1,45%, impulsionada principalmente pelos reajustes salariais das categorias da construção civil no Ceará e em Pernambuco. Pernambuco lidera o ranking nacional, com aumento de 2,98%, seguido por Rondônia, com 2,63%, Ceará, com 2,52%, e São Paulo, com 2,34%.

Além do crescimento registrado em junho, a construção civil baiana acumula alta de 8,76% nos últimos 12 meses, percentual superior ao índice nacional, que chega a 7,26%. O desempenho indica que os custos do setor permanecem pressionados no estado, refletindo tanto o aumento dos preços dos materiais quanto da mão de obra ao longo do período.

Em todo o país, o custo médio da construção passou de R$ 1.953,08 para R$ 1.976,37 por metro quadrado. Desse total, R$ 1.114,74 correspondem aos materiais de construção e R$ 861,63 à mão de obra.

Segundo o IBGE, a parcela dos materiais apresenta variação de 0,92% em junho, a maior registrada em 2026. O resultado representa aceleração em relação aos 0,53% observados em maio e também supera o desempenho de junho do ano passado.

Já a mão de obra registra alta de 1,55%, também a maior taxa do ano. O instituto atribui o resultado aos diversos acordos coletivos firmados no período, que elevaram os custos com trabalhadores da construção civil em diferentes estados.

No acumulado do primeiro semestre, os materiais apresentam alta de 3,39%, enquanto a mão de obra soma avanço de 5,96%. Em 12 meses, os índices chegam a 5,54% e 9,59%, respectivamente.

O Sinapi é produzido mensalmente pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal e serve como principal referência para elaboração e atualização de orçamentos de obras públicas e privadas em todo o país. O levantamento acompanha a evolução dos custos da construção civil nas 27 unidades da Federação, considerando preços de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra.

Na Bahia, os números mostram que, apesar de o avanço mensal ser inferior ao registrado na média nacional e regional, o estado apresenta um dos maiores acumulados do ano entre as unidades da Federação, evidenciando a continuidade da pressão sobre os custos da construção civil.

O cenário influencia diretamente o planejamento de novos empreendimentos, a execução de obras públicas e privadas e a atualização de contratos, uma vez que o Sinapi é utilizado como parâmetro para composição de preços e reajustes no setor.

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