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Ibovespa opera em queda em dia de feriado em SP, puxada pela Petrobras

Ibovespa opera em queda em dia de feriado em SP, puxada pela Petrobras


No dia anterior, principal índice da bolsa de valores teve alta de 1,16%, a 113.028 pontos. Mercado acompanha a Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (25), em dia de feriado em São Paulo, o que pode reduzir a liquidez. Mas investidores seguem acompanhando sinalizações sobre a política econômica do governo Lula e da política monetária nos EUA.
Às 11h, o Ibovespa caía 0,54%, a 112.417 pontos. Veja mais cotações.
A Petrobras era destaque de queda nesta quarta, com recuo ao redor de 4%. Já a Magazine Luiza subia quase 10%.
No dia anterior, o Ibovespa avançou 1,16%, a 113.028 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular ganho de 2,87% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Na agenda corporativa, a Americanas ainda segue em foco. Na semana passada, a B3 informou a saída das ações da empresa de seus índices depois do anúncio da recuperação judicial, com dívidas de R$ 43 bilhões. Apesar da exclusão dos índices acionários da B3, as ações da companhia continuarão a ser negociadas, mas sob o título de recuperação judicial.
A lista de credores que a Americanas entregou na madrugada desta quarta-feira (25) à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro relaciona débitos totais de R$ 41,23 bilhões e 7.967 credores.
Com bancos, as maiores dívidas são as seguintes: Deustche Bank, R$ 5,20 bilhões; Bradesco, R$ 4,51 bilhões; BTG Pactual, R$ 3,5 bilhões; Itaú Unibanco, R$ 2,7 bilhões; Banco do Brasil, R$ 1,36 bilhão; Safra, R$ 2,53 bilhões; Santander, R$ 3,65 bilhões; Votorantim, R$ 3,29 bilhões; e Caixa Econômica Federal, R$ 501 milhões. Entre fornecedores, a fabricante de eletrônicos sul-coreana Samsung tem R$ 1,21 bilhão a receber.
Na terça-feira, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em recursos da Americanas que estavam em poder do BTG Pactual. A decisão diz que os recursos “serão utilizados somente para a atividade fim e sob direta gestão dos administradores judiciais até o julgamento do mérito do mandado de segurança impetrado pelo BTG”.
Com isso, a Magazine Luiza vem tendo movimentos de alta nos últimos dias, refletindo a expectativa de que a companhia ganhe uma maior participação de mercado após os problemas da Americanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta quarta em Montevidéu, onde terá encontro com presidente uruguaio, Lecalle Pou.
No dia anterior, Lula afirmou que o BNDES voltará a financiar obras na América Latina, dentro das possibilidades financeiras do Brasil.
A Petrobras informou que o comitê de elegibilidade se reuniu na terça-feira para analisar a indicação de Jean Paul Prates para os cargos de conselheiro de administração e presidente da estatal. Essa é uma das etapas que o executivo precisa percorrer antes de ser confirmado no cargo.
O futuro presidente da Petrobras deve ter uma ação alinhada ao governo, e terá como desafio a paridade dos preços com o mercado internacional, aponta a comentarista Ana Flor – veja vídeo abaixo. Essa expectativa puxava o preço das ações da estatal nesta quarta.
Ana Flor: Futuro presidente da Petrobras deve fazer uma ação alinhada ao governo
Na terça-feira, a Petrobras anunciou aumento no preço da gasolina — valor passou de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro, com acréscimo nominal de R$ 0,23 por litro, o que representa alta de 7,46%.
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No cenário externo, a inflação global e temores de recessão econômica e suas consequências para a política econômica seguem como prioridade nos mercados internacionais.
Com pressão inflacionária e juros mais altos, a cautela permanece com o risco de recessão nos Estados Unidos, com o mercado aguardando novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que possam indicar o rumo das taxas de juros no país.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para tais aplicações, em detrimento de ativos de risco como o mercado de ações e moedas do Brasil, o que pode desvalorizar o real frente o dólar.

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