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Servidores concluem formação sobre o programa BPC na Escola

Servidores concluem formação sobre o programa BPC na Escola

Nesta sexta-feira (24), técnicos das secretarias municipais do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), da Educação (Seduc) e da Saúde (Sesau) concluíram a formação do programa Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola. O treinamento, que aconteceu na Casa da Criança e do Adolescente, serviu para qualificar os agentes que acompanham e monitoram jovens de 0 a 18 anos que recebem o benefício e fazem parte da comunidade escolar municipal.

A assistente social da Sedes e coordenadora da equipe técnica, Santiane Godinho, ressaltou a importância da formação e explicou os próximos passos. “A capacitação serve para instrumentalizar os técnicos a aplicarem um questionário que possibilitará saber qual é a realidade das 1.358 crianças beneficiárias. É um diagnóstico socioterritorial para saber onde e como elas vivem, em condições gerais. Essa ferramenta possibilitará identificar possíveis barreiras para ser montado um plano de acompanhamento e tralhado diante das necessidades delas”, explicou.

Iniciada na quinta-feira (23), a formação trabalhou temas como acessibilidade, legislação das pessoas com deficiências, os instrumentos do programa e da coleta de dados e todos os serviços que as crianças beneficiárias podem acessar no município. A expectativa é de que os questionários comecem a ser aplicados na próxima segunda-feira (27) e, após conclusão, ser lançado o diagnóstico no sistema do programa.

Ao todo, 25 técnicos participaram da formação, dentre eles a psicóloga que atua no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Vila de Abrantes, Fernanda Matos, 43 anos. “A importância principal é a gente superar as dificuldades, para que nossos jovens, crianças e jovens beneficiários do BPC possam acessar o que lhes é de direito, que é a escolaridade, principalmente. Diante de um trabalho que a gente já vem fazendo com as mães atípicas da nossa área de abrangência, percebemos que ainda existe uma necessidade de atenção para que essas crianças estejam inseridas onde elas merecem e devem estar”, destacou.

Uma das representantes da Seduc, a técnica da Coordenação de Educação Especial e Inclusão, Albanice Nunes, 53 anos, falou sobre a relevância do trabalho em rede. “A gente precisa fazer essa busca ativa, cada um dentro do seu nicho, captando dessas crianças e trazendo-as para dentro do serviço público. Para garantir as políticas públicas as quais elas têm direito, só a gente sabendo onde elas estão e como elas vivem”, reforçou.

Já da Sesau, uma das participantes foi a técnica de Saúde do Adolescente, do Programa Saúde na Escola (PSE), Ana Paula Meira, 53 anos, que falou a necessidade do debate. “É importante para aprofundar, inclusive, a visão da gente sobre a pessoa com deficiência, quais tipos e como a gente percebe. Na saúde, por exemplo, se tem mobilidade suficiente, porque a gente está aprendendo aqui sobre acessibilidade em relação à tecnologia, à arquitetura e urbana, também. Percebemos que existe um déficit e que a gente precisa dar passos largos para melhorar”, avaliou.

O BPC na Escola é um programa Federal de acompanhamento e monitoramento das crianças que recebem o benefício, que estão sendo ou não acompanhadas na escola e nos serviços de assistência e de saúde do município, voltado para a garantia de direitos. As crianças que recebem o BPC tem algum tipo de deficiência e estão em situação de vulnerabilidade.

Fotos: Patrick Abreu

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